quarta-feira, 20 de outubro de 2010

RAVIÓLE DE BATATA DOCE COM AMARETTO




Ainda não consegui entrar no ritmo antigo por isso minhas postagens ainda estão um pouco atrasadas mas prometo que na próxima semana tudo volta ao normal. Temos muitas historias e lugares bacanas para mostrar, assim como vários pratos saborossísimos que foram aprecisados nessas últimas viagens. Muitas novidades! Essas postagens aqui ainda são antigas mas bem gostosinhas. Esse raviole é feito com biscoito amaretto, não sei se todos conhecem mas é aquele biscoito de amêndoas - Italiano, maravilhoso - encontrado em boas lojas delicatesse ou até mesmo em alguns supermercados ou boas confeitarias. Ele fica ótimo quando usado como recheio com abóbora ou batata doce. Experimente!

Ravióli de batata doce com amaretto
Ingredientes
Massa
100g de farinha de trigo
1 ovo
1 fio de azeite
Recheio
1 batata doce
1 pacote de biscoito amaretto
Molho
2 colheres de sopa de farinha de trigo
50 g de manteiga
500 ml de leite
250 ml de creme de leite
250 g de cream chessse
Pimenta do reino branca
Noz moscada e sal

Preparo
O primeiro passo é fazer o molho. Para isso coloque em uma panela a manteiga e a farinha, deixe um pouco até formar uma massa. Acrescente o leite aos poucos mexendo sempre para não empelotar. Quando tiver adicionado todo o leite e a mistura estiver como um creme grosso, coloque o creme de leite, o cream cheeese e deixe o fogo baixo. Não pare de mexer até formar um mingau. Desligue o fogo e tempere com sal, pimenta e noz moscada. Reserve.
Faça o recheio dos raviólis. Pegue a batata e cozinhe com a casca. Quando estiver bem macia retire do fogo, descasque e amasse com um garfo. Coloque os biscoitos em um liquidificador e bata até ficar como uma farinha. Misture com o purê de batata. Reserve. Para a massa, pegue uma bacia e coloque a farinha de trigo peneirada. Faça um buraco no meio da farinha e coloque o ovo e um fio de azeite. Com um garfo misture tudo até ficar grosso, a partir deste ponto, misture a massa com a mão até ela ficar bem homogênea e lisa. Pegue uma máquina para abrir a massa. Depois de aberta em lâminas devem ser cortas em pequenos disco ou retângulos para rechear e fazer os raviólis. Pegue um retângulo, passe água nas bordas, coloque um pouco do recheio, coloque outro retângulo por cima e pressione as extremidades com um garfo. Coloque os raviólis em água fervendo por cerca de cinco minutos. Retire e cubra com o molho. Sirva com parmesão ralado por cima.




sábado, 16 de outubro de 2010

TARTAR DE ATUM


Depois de quase uma semana sem atualizar o blog, estamos de volta! A família toda viajou - uma parte foi fazer a rota dos vinhos na Alemanhã e a outra a rota dos Incas em Macchu Picchu. :)
Na confusão da saída acabei não tendo tempo de deixar um post avisando que ficariamos fora por esse período mas muitas novidades vem por ai sobre esse dois roteiros.
Ainda estou meio sem tempo pois acabei de chegar e hoje só vou postar mesmo essa receitinha que já estava aqui esperando pronta para sair do meu note.

Tartar de atum
Ingredientes:
300 g de filé de atum
1 cebola pequena picada
1 dente de alho picado
1 pimenta de cheiro picada sem semente
½ xícara de picles picado
½ xícara de cebolinha picada
1 colher de café de wasabi
1 colher de sopa de shoyo
Azeite
1 colher de sopa de maionese
Sal e pimenta do reino a gosto
Suco de 1 limão

Preparo
Corte o atum em pequenos cubos e tempere com o sal, pimenta do reino, suco de limão, wasabi e shoyo. Misture bem. Deixe descansar por 20 minutos na geladeira. Depois acrescente os outros ingredientes e misture bem. Leve para geladeira por 30 minutos antes de servir. Enfeite com gergelim torado. Acompanhe com uma salada verde.


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CASQUINHA DE SIRI



Esse é um dos meus pratos favoritos de frutos do mar. Todas as vezes que vou em um bom restaurante de frutos do mar, confiável, eu sempre peço uma casquinha de siri. Sabe que essas coisas a gente só deve comer em lugar que confia pois frutos do mar é coisa que estraga com facilidade e comer esse tipo de comida sem ser fresca é problema na certa! Dependendo do lugar é tormenta e pesadelo ao mesmo tempo.
Em casa quando fazemos, a quantidade sempre tem que ser grande porque para mim esse pode ser o prato principal ao invés de ser servido apenas como entrada! Em Niterói compramos a carne de siri já catada no mercado São Pedro mas, as vezes, quando a vontade aperta e não tenho muito tempo de ir a Niterói comprar, compro mesmo no mercado. Existem algumas marcas que não são ruins e dá para quebrar o galho na falta de uma carne mais fresquinha. Essa aqui foi feita pelo meu irmão com carne fresca comprada na peixaria que é muito melhor!

CASQUINHA DE SIRI

Ingredientes
500 g de carne de siri
1 cebola grande picada
1 pimentão picado
4 dentes de alho picados
2 tomates sem pele e sem sementes picados
½ pimenta dedo de moça picada
4 colheres de sopa de extrato de tomate
1 xícara de cheiro verde e coentro picado
250 ml de leite de coco
Suco de dois limões
Sal e Pimenta do reino a gosto
Azeite
Azeite de dendê
Farinha de rosca
Queijo parmesão ralado

Preparo
Tempere o siri com o limão, sal, pimenta do reino e metade do alho. Reserve. Em uma panela coloque o azeite e duas colheres de sopa de azeite de dendê. Quando estiver quente, refogue a cebola, a pimenta, o pimentão e o alho, depois coloque o tomate e o siri e deixe por alguns minutos. Coloque o extrato de tomate e o leite de coco e deixe cozinhar por alguns minutos. Por último coloque o cheiro verde e o coentro. Desligue o fogo. A farinha de rosca será usada para retirar o excesso de liquido então vá acrescentado até o liquido sumir da panela (formar um creme). Cuidado para não colocar demais e o creme ficar muito seco. Coloque este creme em formas ou casquinhas, cubra com ma mistura de farinha de rosca e queijo parmesão ralado e leve ao forno para gratinar.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ITÁLIA - PARMA


Continuando nossa viagem pela Itália, saimos de Veneza rumo a Parma. São 2 horas de uma agradável viagem. Quem não gosta de viajar pela Itália?!! Em Parma fomos visitar uma fazenda onde se faz o Aceto Balsamico (vinagre).



Nesta fazenda o aceto leva de 5 a 30 anos em barricas de madeira para depois ser comercializado.
Já contei sobre a história da fabricacão do Aceto aqui nesse blog. Nessa fazenda eles possuem 3 tipos de aceto: o rotulo vermelho, que é o mais simples e mais barato (??), custa 45 euros, e tem, quando saboreado, um sabor de mel no final. Experimentamos com uma tortinha de espinafre. O outro aceto fabricado no local, rótulo prata, custa 70 euros (!!!). Esse foi degustado com queijos e frios. O terceiro é o rotulo ouro, incríveis e inacreditáveis 99 euros a garrafinha, e vale cada euro que se paga. Provamos com sorvete de baunilha e é divino.



Muita gente pode achar estranho comer Aceto Balsamico com sorvete, principalmente quando temos em mente, e no paladar, o sabor dos acetos balsamicos que estamos acostumados a encontrar em nossos supermercados mas esses aqui, por não possuirem nenhuma acidez, são quase que adocicados e harmonizam com perfeição com qualquer sobremesa.


O fato de serem servidos com sorvete de baunilha é para que possa ser realçado o ser sabor incomparavel. A garrafa do Aceto mais caro é a de 100 ml, que vem com um conta gotas para ser servido somente de 3 a 4 gotas.
Nenhum desses Acetos possui acidez e os que tomamos aqui no Brasil não chegam nem perto dos de lá. Todos os pratos que degustamos junto aos acetos foram acompanhados pelo vinho lambrusco produzido na propriedade (Médici). Muito bom.



Saimos desta degustação de aceto balsâmico e fomos para um dos lugares onde se fazem o presunto de Parma.


Lá conhecemos todo o processo de fabricação do presunto, que é demorado e trabalhoso, mas o resultado final, como a grande maioria já conhece, é um presunto único e muito, muito gostoso.


À noite jantamos no hotel e foi uma surpresa agradável, pois a comida estava deliciosa.


Comemos presunto de Parma (lógico) - existe uma carta de presunto onde você escolhe por produtor e tempo de maturação - um mil folhas de legumes, muito bom com berinjela, abobrinha e tomate e depois um risoto parmegiano com ossobuco . Tomamos vinho da Licurgia e de Parma, todos maravilhosos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

BOLO DE CENOURA COM CHOCOLATE



Acho que existem várias receitas de bolo de cenoura com chocolate mas essa aqui é muito, muito gostosa. Fácil! deliciosa! O bolo fica molhadinho e eu sempre faço a receita da calda dobrada porque gostamos mesmo é desse chocolate caindo pelas laterais. Fazia tempo que eu não fazia essa receita, quer dizer, fiz outro dia para levar para a escola de minhas filhas para a festa junina. Tinha que levar um doce para a barraquinha da turma delas, achei que ia conseguir comer pelo menos um pedacinho mas quando cheguei na barraca o bolo já tinha terminado! Fiquei com água na boca e estava só esperando uma oportunidade para repetir a dose aqui em casa, só que dessa vez para deixar o tabuleiro inteiro aqui mesmo. Em pouco tempo foi tudo embora, é comer uma fatia para não querer parar mais. A receita é moleza porque coloca tudo no liquidificador, não suja batedeira nem nada. Bem fácil, ótima para quem não gosta muito de cozinha ou não tem muita experiência. E para aqueles que acham que bolo de cenoura tem gosto de cenoura, vou logo avisando: você só sabe que é de cenoura por causa dessa cor linda laranja forte que fica a massa, tirando isso você jura que é bolo igual a qualquer outro. A qualquer outro não! porque nem todobolo fica gostoso assim. O lance é que essa receita é pequena, dá aquele tabuleiro médio de 30 x 25 cm.

Ingredientes
4 cenouras médias
3 ovos inteiros
1/2 copo (do tipo americano ou de requeijão) de óleo
1/2 tablete de claybon
3 xícaras de farinha de trigo
3 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de fermento em pó
Para a cobertura
8 colheres de sopa de chocolate em pó ou nescau
1 colher de claybon
1 copo de leite
3 colheres de sopa de açúcar

Preparo
Descasque as cenouras e corte em pedaços pequenos. Coloque no liquidificador as cenouras, os ovos, o leite, o óleo e o claybon. Bata bem até obter uma mistura homogênea. Misture com a farinha, o açúcar e o fermento. Unte um tabuleiro médio com manteiga e farinha e coloque a massa. Leve para assar até que fique com a superfície dourada. Em uma panela coloque os ingredientes da cobertura e leve ao fogo médio mexendo sempre até engrossar. Corte o bolo em quadrados, faça alguns furos na superfície para que a calda penetre no bolo e jogue a cobertura por cima. Sirva.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

RISOTTO DE CALABRESA


Tenho sangue português, como boa parte dos brasileiros, mas adoro comida Italiana!! Já disse aqui nesse blog que adoro massas e risotos e quase sempre que não tenho nada em casa para comer, aquela preguiça de fazer alguma coisa mais elaborada ou quando a gente esquece de tirar as coisas do freezer (isso acontece muito comigo) ... o que rola mesmo e é fácil de fazer, gostoso e alimenta é aquela massinha ou o risoto. Esse aqui saiu em um desses dias que esqueci de tirar a carne/frango do freezer e quando cheguei em casa morrendo de fome e sem muito tempo para preparar nada mais elaborado, apelei mesmo para o amigo de sempre. Rolava uma linguíça calabresa na geladeira..... muito gostosa por sinal, e era a combinação perfeita para o tamanho da fome que eu estava. Tiro certeiro. Sabe que comigo e com o risoto não tem tempo ruim - ADORO - seja qualquer um, com qualquer tipo de acompanhamento, pode ser risoto de queijo puro, milanês, de cogumelos, de aspargos, etc... não importa. É risoto??? Tô dentro!!!! Gosto de arroz. O pratinho fácil, rápido e gostoso de fazer e comer! O meu ai em cima eu ainda reguei com um pouco de azeite na hora de comer.

RISOTTO DE CALABRESA
1 copo americano de arroz arbório
alho poró
azeite
2 dentes de alho
1 cebola
1 copo de vinho tinto
1 copo de vinho branco
1 litro de caldo de carne
2 linguiças grandes calabresas
Sal
Queijo parmesão ralado a gosto
Manteiga

Preparo
Em uma panela refogue a cebola e o alho poró picados. Quando estiverem transparentes adicione o arroz. Refogue por alguns minutos e adicione o vinho branco. Mexa. Adicione uma parte do caldo de carne e mantenha em fogo brando mexendo sempre. Vá adicionando o caldo e mexendo sempre até obter a consistência certa do arroz. A parte retire a pele da linguiça e corte em fatias finas. Em uma frigideira coloque um pouco de azeite e frite o alho picado. Adicione a linguiça e frite. Quando a linguiça estiver frita, coloque o vinho tinto e deixe reduzir até quase secar. Reserve. Quando o arroz estiver no ponto acrescente as linguiças. Mexa bem. Desligue o fogo, acrescente o queijo e a manteiga. Acerte o sal e sirva.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CAMARÕES GRELHADOS COM MOLHO CURRY E COUSCOUS DE ABOBRINHA



Camarões grelhados com molho de curry e couscous de abobrinha

Ingredientes
Para o camarão:
1 Kg de camarão VG
Suco de um limão
Sal
Pimenta do reino a gosto
2 dentes de alho picados
Azeite

Preparo
Descasque os camarões e reserve a casca e cabeças.Tempere com os ingredientes acima, menos o sal, de deixe descansar por 30 min. Antes de grelhar tempere com o sal. Grelhe em uma frigideira com um fio de azeite. Frite 2 min. de cada lado.
OBs.: O sal colocado no camarão com muita antecedência desidrata tornando o camarão borrachudo.

Para o molho:
Cascas e cabeças do camarão bem lavadas
1 cebola
1 alho porró
4 dentes de alho
Salsa e cebolinha
Louro
½ pimenta dedo de moça
½ copo de cachaça ou rum
2 colheres de extrato de tomate
1 xícara de creme de leite
2 colheres de café de curry
Azeite
2 colheres de sopa de manteiga
1 litro de água

Preparo
Em uma panela grande coloque um fio de azeite e doure as casca e as cabeças de camarão. Quando estiverem bem douradas, acrescente a cachaça, depois a água e coloque a cebola, o alho porró, o alho, o louro, a pimenta sem sementes, a salsa e a cebolinha. Deixe cozinhar por uma hora para reduzir bem. Com um martelo de carne amasse as cabeças para extrair bem o sumo. Coe e leve este líquido novamente para panela. Quando começar a ferver coloque o extrato de tomate, o curry e a manteiga, mexa bem para incorporar todos os ingredientes. Acrescente o creme de leite e deixe reduzir um pouco.

Para o couscous:
1 xícara de couscous
6 abobrinhas
½ cebola picada
2 dentes de alho picados
½ pimenta dedo de moça picada
Sal
Azeite
2 xícaras de água

Preparo
Lave as abobrinhas e corte ao meio. Com um boleador faça um copo na parte mais larga da abobrinha. Leve para cozinhar em água e sal por 10 min., deve ficar ao dente. Com uma faca corte a parte da casca(verde) da parte que sobrou das abobrinhas e pique em cubos bem pequenos. Em uma panela coloque um pouco de azeite e refogue a cebola, o alho, as abobrinhas e a pimenta. Desligue o fogo e acrescente o couscous e o sal, misture bem. Coloque a água quente, tampe de deixe descansar até o couscous absorver todo o líquido. Pegue os copos de abobrinhas passe um pouco de azeite e recheie com o couscous. Faça um corte na parte de baixo para que fiquem de pé. Em um prato coloque os copos de abobrinha recheados no centro, coloque o molho em volta e por cima os camarões. Sirva.


domingo, 26 de setembro de 2010

VOUL AU VENT DE BACALHAU


Aqui em casa eu uso muito os produtos da Arosa, massa folhada e massa filo. São práticas e não há a menor necessidade de você ter que preparar a massa em casa. Eu possuo sempre um pacote no freezer para qualquer eventualidade. Dá para fazer entradas, pratos principais e lanches - é uma mão na roda. As minhas filhas adoram, como lanche, rocambole de massa folhada. É só pegar o rolo, que já vem aberto, e rechear com presunto, mussarela, tomates, cebolas, oregano, fechar e assar. Muito prático e gostoso. Essa entrada foi feita com a massa folhada. O Voul au Vent, ai em cima da foto, pode ser feito com a massa em rolo - você mesmo corta os quadradinhos, dá muito mais trabalho mas é possível - ou você já compra eles prontos - um pouquinho mais caro mas muito mais prático! Depois é só fazer o recheio e servir. É uma entrada prática, gostosa e vistosa. Sucesso garantido para qualquer jantar. Pode ser servido sozinho ao acompanhando uma saladinha. Esse foi recheado com bacalhau mas você pode improvissar qualquer outro tipo de recheio da sua preferencia.

Preparo
1 caixa de massa de voul au vent
200gr de bacalhau cozido e desfiado
100 gr de manteiga
2 copos de leite
3 colheres de sopa de farinha de trigo
250 gr de champignons
250 gr de creme de leite
4 gemas
200 gr de queijo gruyere ralado
sal e pimenta do reino a gosto
ceboulletes para enfeitar

Preparo
Em uma panela doure a farinha na manteiga. Adicione, aos poucos, o leite mexendo sempre para não empelotar. Quando engrossar, retire a panela do fogo e acrescente as gemas, uma a uma, batendo bem em cada adição para ficar bem homogenêa e lisa. Acrescente o creme de leite e os cogumelos em fatias. Prove e tempere com sal e pimenta do reino. Torne a levar a panela ao fogo mexendo sem parar e retire assim que começar a ferver. Acrescente metade do queijo gruyere e misture. Misture nesse creme o bacalhau já cozido e desfiado. Em um tabuleiro untado coloque os voul au vent, pincele a massa com gema de ovo, se desejar. Leve ao forno até que fiquem cozidos - não deixe dourar demais pois eles ainda retornaram ao forno para gratinar o queijo do recheio. Recheie os Voul au Vent com o creme de bacalhau. Por cima coloque um pouco do queijo gruyere ralado que sobrou. Leve ao forno em um tabuleiro untado até derreter o queijo, ou gratinar se desejar. Sirva com salada de folhas verdes.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ITÁLIA - VENEZA




Minha última postagem sobre a Itália foi sobre a vinícola Villa Sandi, no caminho para Veneza, então, continuando saímos logo depois do almoço da Vinícola Sandi rumo a Veneza, que fica na região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Que é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. Quem nunca ouviu falar de Veneza?! Quem ainda não pela TV ou cinema seus canais?! Não sei se vale a pena falar muito sobre a historia de Veneza e os dados da cidade mas ela se estende-se por uma área de 412 km2, incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza.



Chegamos às 3h da tarde e pegamos um barco-taxi super charmoso, de madeira envernizada e navegamos pelo Gran Canal. Fomos para um hotel perto da Praça São Marcos (Best Western Hotel Ala- San Marco, 2494- Campo S.M. del Giglio - 30124 Venezia(VE), Italia).

O hotel é como tudo em Veneza bem antigo (século XII) e os quartos tem uma vista linda.




A noite nós fomos jantar e nos perdemos, (Veneza é como um labirinto, facílimo se perder!) e sofremos para achar o restaurante (Baccaro Jazz) onde o teto e o bar é todo com soutiens pendurados de vários tipos e tamanhos. Vale uma visita.
Comemos pasta com vôngole - prato tradicional de Veneza. A comida não é muito gostosa mas vale pela decoração diferente.
No dia seguinte fomos dar uma volta e conhecer a praça de São Marcos e a catedral.



A Praça de São Marcos (em italiano: Piazza San Marco) é a única praça de Veneza, e o seu principal destino turístico, com muitos turistas e pombos! Acho que não há época em Veneza que esta praça não esteja lotada de gente - e de pombos!
Dizem que foi de Napoleão Bonaparte a autoria do epíteto de le plus élégant salon d'Europe (o salão mais belo da Europa). A piazza foi iniciada no século IX como área pequena frente à Basílica de São Marcos original. Foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1177, quando o Rio Batario, que a limitava a oeste, e um porto que tinha isolado o Palácio Ducal da praça, se inundaram. A reestruturação foi realizada para o encontro do Papa Alexandre III com o Imperador Frederico Barba-Roxa, Não se pode deixar de tomar um drink ou mesmo tomar um sorveste em um dos bares dá Praça São Marcos - é imperdível!
Vá ao Florian que é um dos mais antigos e tome um Belline (pêssego com pêssego com prosecco) Uma das bebidas mais famosas da cidade.




A Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco) é a mais famosa das igrejas de Veneza e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina e fica localizada na Praça de São Marcos ao lado do Palácio dos Doges. A igreja apresenta uma planta em cruz grega, baseada nos exemplos de Hagia Sophia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Constantinopla. Possui um coro elevado acima de uma cripta. A planta do interior consiste em três naves longitudinais e três transversais.



Um baldaquino cobre o altar principal, com colunas decoradas com relevos do século XI. O retábulo é a famosa Pala d´Oro - um trabalho em metal bizantino de 1105. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas de alabastro. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de Sansovino, apresentam obra de marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone.


Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394). A basílica foi consagrada em 1094, no mesmo ano em que o corpo de São Marcos foi supostamente reencontrado num pilar pelo Doge Vitale Falier.



A cripta passou então a abrigar as relíquias até 1811. O edifício também possui uma torre baixa, que alguns pensam ter integrado o Palácio dos Doges original. De lá nós fomos passeando até a Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa sobre o Grande Canal, na cidade italiana de Veneza.



Ela foi formalmente a única ligação permanente entre os dois lados do Grande Canal, até abrirem as restantes travessias, lá existe várias lojinhas de lembranças, com vidros de Murano.

Depois fomos ao Palácio Ducal (Palazzo Ducale), também conhecido como Palácio do Doge, é um símbolo da cidade de Veneza e uma obra-prima do gótico veneziano. Surge na área monumental da Piazza San Marco entre a Piazzetta e o Molo.


O palácio atual foi construído entre 1309 e 1424. Antiga sede do Doge de Veneza e da magistratura veneziana, é hoje sede do Museo Civico di Palazzo Ducale.













segunda-feira, 20 de setembro de 2010

LINGUINE COM MOLHO DE CAMARÃO, BRIE E ALHO PORÓ


Ando numa fase alho poró. Quase tudo que eu faço tenho colocado esse vegetal que é tão saboroso e faz toda a diferença (pra mim) em qualquer prato. É na sopa, no molho, na carne, etc... não tem para ninguém, ele tem reinado absoluto na minha cozinha. O que tenho notado é que o alho poró subiu muito de preço, ha algum tempo atrás eu costumava pagar, no máximo, uns R$ 1,20 por cada unidade, aqui no Rio, atualmente já cheguei a ver a quase R$ 3,00 a unidade. Por mais gostoso que seja eu acho um roubo cobrar isso tudo! Outro dia fui no mercado e tinha cada um lindo, grandes e grossos, comprei logo 3 e deixei na geladeira. Como disse, tenho usado em tudo! Esse molho, da foto ai de cima, na verdade não leva alho poró na receita mas dei uma improvisada que, falando sério, não poderia ter sido melhor. A massinha de linguine foi feita em casa com o menor corte da minha máquina de macarrão - que a receita nós já demos aqui nesse blog várias vezes. O molho é simples mas fica maravilhoso. Uma massa com molho de camarão tem seu valor!

Ingredientes
200 gr de linguine feito em casa (Veja a receita aqui)
300 gr de camarão
1 alho poro
2 dentes de alho
1 copo de vinho branco
1/2 copo de conhaque
1 copo de caldo de vegumes
250 gr de queijo brie
2 colher de sopa de manteiga
sal e pimenta do reino branca a gosto
300 ml de creme de leite fresco

Preparo
Faça a massa de linguine e reserve. Limpe e tempere os camarões com um pouco de limão. Em uma panela em fogo baixo, derreta a manteiga. Jogue o queijo brie cortado em pedaços e mexa até que o queijo esteja todo derretido. Adicione o vinho branco e deixe reduzir um pouco. Adicione o caldo de legumes e pimenta do reino a gosto, e deixe reduzir um pouco. Por último adicione o creme de leite e deixe em fogo baixo. Em uma frigideira adicione um colher de manteiga e um pouco de azeite. Coloque os dentes de alho amassados e deixe dourar sem queimar. Adicione o alho poro cortado em rodelas bem finas e deixe refogar até que esteja macio. Adicione o camarão e deixe pegar cor, aproximadamente 2 minutos. Flambe com o conhaque e desligue o fogo. Coloque uma panela para ferver água e sal. Quando a água levantar fervura, coloque o macarrão e deixe por 3 minutos. Escorra. Coloque os camarões dentro do molho, acerte o sal e sirva sobre o linguine.


TORTA DE MORANGOS





Sabe aquelas tortinhas de morangos com gelatina que ficam em todas as vitrines de padarias e confeitarias? Aquele docinho tradicionalíssimo ? que a gente vê na padaria e fica com aquela tentação de comprar e comer? que colore o visual de qualquer bancada de doces? Pois eu adoro essas tortinhas e minha avó costumava faze-las para mim quando eu era mais nova. Fazia de morango e de maça mas eu gosto mesmo é a de morangos. Foi com ela que eu aprendi a fazer esse doce que enche os olhos. Aqui em casa essa torta não dura muito. Essa aqui eu fiz algumas adaptações, substitui a receita da massa tradicional pela massa do biscoito de fécula de batata que postei aqui há alguns dias atrás. Fiz essa experiência uma vez e nunca mais voltei a fazer a receita com a massa tradicional. A massa com a receita do biscoito fica muito mais gostosa e pode ficar na geladeira por alguns dias que continua crocante e consistente. Delícia! As vezes eu faço a receita em forminhas pequenas, como geralmente é encontrada nas padarias e confeitarias, mas dessa vez resolvi mesmo foi fazer uma torta grande, que durou pouco, mas foi muito mais prática e mais gostosa. A vantagem da forma grande é que voce acaba comendo muito mais recheio que as versões pequenas. E o recheio é de creme de confeiteiro que eu também adoro. Para quem não gosta de morangos, ou maças, essa receita pode ser coberta com qualquer tipo de fruta ou até mesmo uma versão com várias frutas. O que você tem que ver é que a gelatina que cobre a torta tem que combinar em sabor com a(s) fruta(s) utilizada(s). Eu so faço mesmo essa de morango que é a minha predileta e não há substituitos para ela no meu paladar.

Ingredientes
1 receita de massa de biscoito de fécula de batata (veja aqui)
1 caixa de morangos frescos limpos e lavados
1 caixa de gelatina sabor morango
Para o creme de confeiteiro
6 gemas
6 colheres de sopa de açucar
3 colheres de sopa rasas de amido de milho
2 xícaras de leite
baunilha
50gr de manteiga


Preparo
Prepare a gelatina conforme recomenda a embalagem e coloque na geladeira pois ela precisa estar com um pouco de consistência na hora de ser colocada sobre os morangos, se estiver aguada penetrará na massa e não ficará sobre a torta. Prepare a massa de fécula de batata conforme a receita e forre uma forma de torta, de fundo removível, de 30 cm de diâmetro. Coloque para assar a massa no forno pré-aquecido até que esteja firme e um pouco dourada. reserve. Enquanto a massa assa vá fazendo o creme de confeiteiro. Passe as gemas por uma peneira de plástico e bata com o açucar até obter uma mistura esbranquiçada, adicione o amido de milho e misture bem. Adicione gostas de essência de baunilha. Acrescente aos poucos o leite e misture bem. Leve ao fogo brando e cozinhe mexendo continuamente até engrossar, aproximadamente por 15 minutos. Retire do fogo e acrescente a manteiga misturando vigorosamente para emulsionar e dar brilho. Deixe esfriar um pouco. Quando a massa estiver assada, deixe esfriar um pouco. Coloque o creme de confeiteiro sobre a massa e espalhe de forma uniforme. Corte os morangos ao meio e cubra toda a superfície da torta. Não deixe nenhum pedaço de creme aparecendo. Quando a gelatina estiver tomando consistência, de forma que ela não esteja mais aguada e seja possível manipula-la com uma colher, cubra todos os morangos. Leve a geladeira para que a gelatina tome a consistência correta. Sirva.


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

BISCOITO DE FÉCULA DE BATATA



Sabe aquelas expressões - sem parar, Bis, etc... que são usadas em vários produtos já existentes no mercado?! Então, esse biscoito é assim, você come o primeiro e não tem vontade de parar. O problema, para quem está sempre fazendo dieta, é que ele é super, hiper, calórico! Como quase todo amanteigado doce. Mas quando eu o conheci pela primeira vez, não tinha, ainda, essas preocupações. Esse biscoitinho me traz ótimas recordações da época em que tinha meus 18, 19 anos. Nessa época eu viajava muito, nas férias, para o interior do estado do Rio, mais especificamente para a cidade de Itaperuna, onde a família de uma grande amiga minha morava. Os pais dela moravam na cidade e possuiam fazendas de criação de gado na região. Íamos passar as férias por lá e era maravilhoso. Na casa dela quando chegavamos a noite, depois de um dia inteiro de diversão pelas cidades por perto ou pelas fazendas, a Zeni, que trabalhava na casa da mãe dela, sempre, sempre, tinha um pote enorme desses biscoitinhos para a gente comer a noite. Nooooossa! Era quase um pote por dia. Me lembro que íamos para o quarto ficar conversando e comendo biscoito até tarde da noite, ou melhor, até quase de manhã. Até hoje no meu livro de receita esta escrito "biscoito da Zeni". A receita é antiga, fácil e, como disse, uma delícia.
De uns tempos para cá passei a usá-la, também, como massa de algumas tortas. Fica muito bom pois mantém uma crocancia maior que as massas tradicionais.

Biscoito da Zeni

Ingredientes
2 xícaras de fécula de batata
2 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de açucar
300 gr de claybom na temperatura ambiente

Preparo
Em uma vasilha misture todos os ingredientes. Quando a massa estiver homogênea, enrole e corte no formato desejado dos biscoitos. Coloque em uma assadeira untada e leve ao forno, em temepratura média, até que fiquem assados no fundo.
O tempo de forno varia de fogão para fogão. Eu prefiro os meus biscoitos mais clarinhos. Essa massa não doura com facilidade então verifique sempre o fundo do biscoito que doura mais rápido que a parte de cima.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

ITÁLIA - VINÍCOLA VILLA SANDI


Depois de uns dias sem falar sobre nossas viagens, hoje estou postando a visita a Vinícola Villa Sandi, ainda na Itália, uma das vinícolas mais bonitas e interessantes que conhecemos. Quando estavamos a caminho de Veneza passamos por ela para uma degustação de seus vinhos.



A propriedade é enorme e é composta por várias construções, uma área para recepção, outra com salões para receber visitantes e uma maravilhosa casa, que é conhecida como a Villa Sandi, que fica no centro da propriedade e é uma villa palaciana do século XVII que foi reformada e hoje abriga a sede da vinícola.



A estrutura da casa é de colunas neoclássicas e no seu interior é toda decorada com mobiliário antigo, tapetes exuberantes, lustres elegantes e peças clássicas de escultura italiana e da arte.


(construção que abriga a recepção da vinícola e vende produtos do local)

Toda a construção é rodeada por uma paisagem verdejante linda.



Abaixo desta opulenta villa, correm vários quilômetros de túneis subterrâneos que durante a I Guerra Mundial foram utilizados pelo exército Italiano como esconderijo e ligação com a cidade vizinha.


Atualmente esses túneis são o local de descanso de um milhão de garrafas de vinho. É incrível, você tem que conhecer!



Fizemos uma degustação bem interessante nesta vinícola de um vinho tinto, o Córpore. Este vinho é o topo de gama da vinícola, é um corte de 50% de Merlot e 50 % de carbenet Franc, de cor rubi intensa, complexo, com aromas de especiarias e geléia de framboesa e amora. Taninos redondos e finos. Produzido na região dos Treviso-veneto.



Também degustamos dois espumantes; o Prosecco Il Fresco, que é um espumante BRUT, com notas florais da região de Trevigiana I.G.T. e o Prosecco de Valdobbiadene DOC extra dry, classificado como um dos melhores do mundo. Possui uma cor cristalina, com um perlágio muito persistente. Espuma fina e duradoura com sabor elegante. Aromas de maça verde, pêssego e frutas exóticas.



Após a degustação fomos almoçar no restaurante da vinícola que fica nas colinas circundantes. Trevisan Villa Sandi é o lar de ambos os Estate Villa Sandi em Prosecco di Valdobbiadene, onde 10 hectares de vinha é cultivada.


No almoço foi servido uma entrada de frios feitos no local acompanhada de legumes no vinagre. Depois uma massa com cogumelos e por último uma polenta com berinjelas - delicioso.



De sobremesa foi servida uma sopa de frutas com sorvete. Todos os pratos foram acompanhados com os vinhos da vinícola e no final foi servido uma Grappa.
Villa Sandi - anote esse nome pois vale uma visita!