quinta-feira, 18 de novembro de 2010

RISOTTO DE BETERRABA



Descobrindo a Beterraba

Dentro daquela semana de receitas de beterraba, aquela que comprei algumas no mercado para descobrir e me desencanar com esse legume que não sou muito fã, fiz o ravioli, o carpaccio e depois resolvi fazer um risotto, na tentativa de melhorar minha opinião sobre esse legume de cor tão linda mas sabor que não agrada a todos - depois do ravioli e do carpaccio realmente mudou muito a minha opinião - agora posso dizer que gosto sim de alguns pratos de beterraba. Dessa vez foi a vez das beterrabas finais sofrerem sua modificação na panela. Haviam sobrado algumas lâminas de beterraba, ainda com molho, do carpaccio e quis aproveita-las. Só estou postando a receita agora porque acabei fazendo outras coisas e deixei essa receita de lado mas todas foram feitas na mesma semana. Dos três pratos que eu experimentei esse foi o mais fraco. Esse risotto talvez fique melhor acompanhando um prato de carne, na minha opinião não é para ser degustado sozinho, precisa de um acompanhamento. O visual é lindo! Vale a experiência pricipalmente para quem já gosta de beterraba.
Com essa receita fecho, por um tempo, as experiências com a beterraba.

Ingredientes
1 beterraba
1 cebola pequena picada
1 dente de alho picado
1/4 de alho poro
arroz arbório
1 copo de vinho branco seco
caldo de galinha
queijo parmesão ralado
manteiga
azeite
sal
cascas de limão siciliano salgada

Preparo
Em uma panela cozinhe a beterraba com casca até que fique bem macia. Retire da água, retire a casca e corte em pedaços pequenos. Coloque a beterraba em um processador e bata até obter um creme. Em uma panela coloque um fio de azeite e acrescente a cebola e o alho para refogar. Acrescente o alho poro ficado e deixe refogar por mais alguns minutos. Acrescente o arroz mexendo sempre e deixe por um minuto. Coloque o vinho e mexa até que tenha reduzido quase tudo. Vá acrescentando aos poucos o caldo de frango até que o arroz esteja "al dente". Desligue o fogo, acrescente a manteiga e o queijo parmesão ralado. Acerte o sal se for necessário.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

CARPACCIO DE BETERRABA



Outro dia fiz um ravioli de beterraba, que já postei aqui, e que como disse ficou maravilhoso, que me surpreendeu. Pois é, naquela semana eu havia comprado algumas beterrabas para testar somente receitas com esse legume. Fiz o ravioli e depois fiz um carpaccio que foi outra agradavel surpresa. Leve e gostoso. Estou me surpreendendo com a beterraba! Esse carpaccio, que pode ser servido tambem como salada, é muito bom! Se for fazer não deixe de colocar o queijo que acompanha pois ele faz toda a diferença na hora de comer o prato. Na receita original o queijo é de cabra mas como eu não tinha em casa experimentei com creme de ricota, tambem já fiz com queijo cottage - todos os dois ficam ótimos! Aconselho comer a fatia da beterraba sempre acompanhada de um pouquinho de queijo.

Ingredientes
1 beterraba
suco de 1 laranja
azeite
pimenta do reino fresca
sal
mostarda em grãos
queijo cottage, creme de ricota ou queijo de cabra

Preparo
Cozinhe a beterraba com casca até que esteja macia. Retire a casca e passe por um mandolin, se você não tiver o mandolin corte as fatias o mais finas que conseguir. Arrume em um prato e tempere com a pimenta do reino e o sal. A parte faça o molho. Misture o suco de laranja com o azeite e a mostarda. Coloque o molho sobre as fatias de beterraba. No centro do prato coloque uma porção generosa de queijo. Coma as fatias de beterraba acompanhada de queijo.

domingo, 14 de novembro de 2010

TIRAMISÚ


Hoje vou pastar aquela outra receita que eu comentei que também havia esquecido no mês passado, enviada pelo meu irmão, e que ficou na minha caixa postal. É uma sobremesa taliana bem conhecida, o Tiramisu. Essa uma sobremesa tradicional que se assemelha a um pudim que é composta por biscoitos, camadas de chocolate picado e mascarpone - outro produto tipicamente italiano, um tipo de queijo cremoso, ligeiramente ácido. Conta a história que uma sobremesa semelhante ao Tiramisú teria sido criada no século XVII, em Siena, cidade da província Italiana de Toscana. A ocasião era de uma visita do Grão-Duque Cosimo de Medici III, para quem essa guloseima foi criada e apelidada de "zuppa del duca" (sopa do duque). Cosimo trouxe a receita consigo de volta a Florença. A popularidade da "Sopa del Duque" aumentou mais ainda por toda a corte italiana , quando atribuíram à sobremesa propriedades, excitantes e afrodisíacas. Passados alguns anos, correu a lenda que em determinadas proporções aumentariam o desempenho sexual, antes de um encontro amoroso. Por isso a sobremesa mudou de "Sopa del Duque" para "Tiramisú". O nome "surge em primeira-mão em separado, "te tira su" tradução ao pé da letra " te levanta" ou "põe te para cima". Este mito, poderia ter alguma verdade, em relação às suas capacidades afrodisíacas. O seu valor energético, associado à cafeína e cacau poderia realmente "levantar" o Gran Duque... (rs)

Ingredientes
6 gemas
1/2 xícara de açucar
1 pitada de sal
450 g de queijo mascarpone
2 xícaras de café frio (bem forte)
30 biscoitos do tipo champagne com açucar fino
1 colher de chá de essência de baunilha
2 colheres de sopa de licor de cacau
100 g de chocolate amargo raspado
cacau em pó

Preparo
Bater por 5 minutos em uma batedeira as gemas, o açucar, o sal e a baunilha. Acrescentar o mascarpone e bater até ficar cremoso e firme. Reservar. Em um prato fundo coloque o café e o licor e molhe rapidamente os biscoitos nesta mistura. Forre o fundo e as laterais de uma travessa, ou qualquer outro recipiente que queira servir o tiramisu, com os biscoitos. Coloque uma camada de creme, um pouco de chocolate e vá intercalando essas camadas de forma a terminar com uma camada de creme. Polvilhe o cacau por cima e um pouco de chocolate amargo. Leve a geladeira por, pelo menos, 4 horas antes de servir.


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RISOTTO DE PEQUI COM BARU E BROCHETE DE FRANGO



Na confusão das viagens do mês passado acabei esquecendo de postar duas receitas que meu irmão me mandou mas ainda bem que elas ficaram guardadas no meu Outlook, então estou aproveitando hoje para colocar a primeira e amanhã eu publico a outra. Essa receita é um risoto de pequi, fruto típico da região do Centro Oeste brasileiro. Esse fruto tem um caroço com muitos espinhos que são perigosos pois machucam os dentes e a boca, possui sabor bem forte e marcante e normalmente é comido cozido ou em conserva. O arroz de pequi talvez seja um dos pratos mais conhecidos com esse fruto. Já o Baru, que também é tipico da mesma região, é um tipo de castanha comestível que pode ser encontrada em saquinhos, salgados ou doces. Eles foram trazidos quando meu irmão esteve viajando para conhecer a Chapada dos Veadeiros. Segue a receita.

Ingredientes
Para o Risotto
300 gr de arroz arbóreo ou carnarole
300 ml de vinho branco
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
100 gr de manteiga
250 gr de polpa de pequi (fresca ou em conserva)
1 litro de caldo de frango
100 gr de queijo parmesão ralado
sal
Para a brochete de frango
1 kg de peito de frango sem osso
Pimentões verdes e amarelos cortados em cubos, sem sementes
2 cebolas grandes cortadas em cubos
bacon cortado em cubos
palitos de madeira para churrasquinho
sal e pimenta do reino a gosto
vinagre
1 limão
4 dentes de alho picados


Preparo
Em uma panela grande e baixa coloque 50 g de manteiga e um fio de azeite. Refogue a cebola e o alho até que fiquem transparentes. Acrescente o pequi e refogue bem até ele soltar a cor. Coloque o arroz, sem lavar, e refogue por alguns minutos. Coloque o vinho e deixe "secar". Vá acrescentando o caldo aos poucos, mexendo sempre e quando o arroz estiver "al dente" desligue o fogo. Coloque o restante da manteiga e o queijo parmesão mexendo até encorpar e formar um creme. Sirva com as sementes de baru toradas por cima.
Para a brochete de frango
Corte o frango em pequenos cubos. Lave o frango com vinagre e escorra. Tempere com limão, sal, pimenta do reino e alho. Pegue um espetinho e vá intercalando os cubos de cebola, frango, bacon e pimentão até completar todo o espeto. Repita essa operação, em outros espetinhos, até terminar todos os ingredientes. Passe um pouco de azeite no fundo de uma assadeira e coloque os espetinhos, leve ao forno para assar por cerca de uma hora.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PERU - CUSCO


Continuando nossa viagem para o Peru, rumo a Machu Picchu, seguimos de Lima para Cusco em um Vôo da TACA, uma hora e meia de viagem. Cusco é linda. Quer dizer, a parte turística de Cusco é linda! A cidade tem um ar bem pitoresco com construções da época da colonização espanhola que são muito bonitas, todos em estilo renascentista e barroco.



Tem turista para todos os lados e tem lugares que você vê mais gente de fora do que habitantes locais. Nas ruas é uma confusao de idiomas, é realmente impressionante. Ao redor do centro turístico, que fica em torno da praça principal - a Plaza de Armas - Cusco parece com a vista que tive quando cheguei a Lima, as casas são muito simples, a cidade muito arida e tudo muito apinhado.


A parte turistica é quase um oasis dentro de Cusco. Se você estiver programando uma visita a cidade, como boa parte das pessoas que estão a caminho de Machu Picchu, eu aconselho que deixe alguns dias para conhecer melhor o lugar, tem muitas opções, o ideal acho que são uns 3 dias.


As pessoas aconselham - eu só fiquei sabendo disso depois - que no dia que você chega a Cusco não deve sair para passear, que o ideal é ficar o resto do dia no hotel descansando. Isso é necessário para que seu corpo acostume com a autitude do lugar - mais de 3.000 metros de altitude. Nós tinhamos pouquíssimo tempo na cidade então resolvemos fazer um city tour logo após a nossa chegada e depois de umas 3 horas eu estava dentro de uma enfermaria tomando oxigênio.


O mal estar é terrível e essa é uma cena comun nas atrações turísticas, salas de emergência com turistas recebendo oxigênio. Inclusive vendem uns galões pequenos de oxigêneo, portateis, nos aeroportos que são um alívio nessas horas. Parece que são quarenta soles cada um. Vale a pena comprar. Também fiquei sabendo que existem medicamentos que previnem esse mal estar.



Existem várias atrações dentro dessa antiga capital do império Inca. Quando fizemos nosso roteiro, eu havia lido que boa parte das atrações poderiam ser vistas em um caminhada. :)
Não acredite nisso! São bem afastadas do centro de Cusco e o trajeto é quase todo de subida, e você deve levar em consideração que esta em uma cidade muito alta, onde o ar é um pouco rarefeito, seu preparo fisíco não responderá da mesma forma que em sua cidade natal.



Alugue um carro ou pegue um city tour - essa foi a melhor coisa que fizemos. Existe um city tour tradicional que leva os turistas nas cinco maiores atrações de Cusco - a catedral, que fica na praça principal e é a única atração que você realmente não precisa de carro, as ruínas de Saqsayhuaman que foi o lugar que mais gostei e de todas as ruínas a única que eu, pessoalmente, achei que valeu a pena conhecer e mais três outras ruínas, Tambormachay, Q'engo e Pukapukara.


Tambormachay é bem pequena e é interessante apenas porque conta a historia do lugar dizendo que é de lá que sai um sistema hidráulico incrivel que leva água de uma fonte local até o centro da cidade de Cusco que fica a 15 km do lugar (sem nada aparente!!) lógico que isso tudo na época dos Incas. Era essa fonte, e esse sistema, que forneciam água para o maior templo Inca da cidade - onde hoje se encontra a Cadetral de Santo Antonio. Também é o lugar mais alto que fica a 3.700 metros do nível do mar.


Saqsayhuaman é o melhor porque é lá que está a maior ruína de Cusco com muros de até cinco metros de altura, encaixes perfeitos e pedras de até 300 toneladas. É bem diferente e bonito, ali você sente a grandiosidade do lugar e das construções. Pukapukara é uma pequena ruína que conta a historia era o local onde eram feitos sacrifícios de animais em mesas esculpidas na rocha - o fato interessante desse lugar é que a gruta é muito fria e existe uma mesa onde os animais, depois de mortos, eram deixados por dias sem apodrecer devido a friagem do lugar.


De volta a cidade vale caminhar pelas ruas pequenas com arquitetura espanhola e a cada esquina bater com muros antigos e pedaços da historia Inca. Existem vários restaurantes interessantes, a lista é enorme se você consultar um site com essas informações, e muitos museos. Dentro da cidade a melhor maneira de conhecer os lugares é mesmo a pé. A noite faz muito frio, assim como pela manhã quando você acordar, então prepare-se, leve agasalhos. O ideal também é viajar com uma mochila porque você sai pela manhã e só volta no final do dia e essa é a melhor forma de carregar as coisas.



Também visitamos Qorikancha, a Catedral Espanhola, que, como disse, fica perto da Plaza de Armas. No época dos Incas foi um dos mais ricos templos do império, conta-se que possuia lâminas de ouro nas paredes e estátuas, em tamanho real, de outo massiço de animais e reis. Na época da colonização espanhola foi erguido sobre as ruínas uma igreja, de Santo Antonio e um convento, muita coisa foi perdida e destruida mas ainda é possível ver na parte interna do convento as ruínas dos templos do Sol e da Lua.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

TORTA DE PÊSSEGOS COM DAMASCO



Tá na época do pêssego, das ameixas e dos damascos frescos! Cheguei no mercado e tinham pêssegos gigantes, lindos sobre a bancada. R$ 2,90 o quilo, uma pechincha! Pensei logo em fazer uma torta. Comprei alguns. Cheguei em casa, não resisti e fui logo descascando um para provar. Doce. Fiquei na dúvida se comia os pêssegos crus ou se fazia a torta. Deixei metade para comer puro e a outra fiz a torta! Como fiquei com medo dos pêssegos, que agora eram apenas a metade, não serem suficientes para preencher toda uma forma de torta, resolvi mistura-los com damascos secos e passas brancas. Ficou ótimo.
Para fechar essa combinação uma calda de chocolate. Pura tentação. Essa receita eu peguei do cozinha coletiva mas modifiquei o recheio e adicionei a calda de chocolate, que não está na foto, mas ficou muito boa e tem tudo a ver com essa torta. Eu tambem não coloquei açucar cristal na minha pois não tinha em casa mas ficou muito bom mesmo assim! Achei que a massa ficou um pouco mole no dia seguinte mas se colocar no forninho por alguns minutos fica maravilhosa. Boa também para acompanhar um sorvete.

Ingredientes
5 pessêgos grandes
50 gr de damascos secos doces
50 gr de passas brancas
1/2 xícara de rum
açucar branco
açucar mascavo
noz moscada
canela em pó
Para a Massa
2 xícaras de farinha de trigo
200 gr de manteiga sem sal gelada
1/2 colher de chá de sal
1 ovo
2 colheres de chá de vinagre branco
2 colheres de água gelada
Calda de Chocolate
250 gr de manteiga sem sal
240 ml de água
500 gr de chocolate meio amargo

Preparo
Misture a farinha com o sal e adicione a manteiga cortada em pedaços. Amasse com as pontas dos dedos até virar uma farofa. Adicione a água, o ovo e o vinagre. Amasse levemente e divida em duas bolas. Leve a geladeira por 20 minutos. Abra a metade da massa com o rolo e forre uma fôrma de fundo removível de 22 cm. Reserve.
Para o recheio
Retire a casca e o carroço dos pessêgos e corte-os em pedaços médios. Em uma panela coloque os pessêgos, os damascos cortados em pedaços, e as passas. Adicione um pouco de água, o rum, os açucares e a noz moscada. Deixe em fogo baixo até que os pessêgos estejam macios e a água tenha reduzido até quase o final.
Coloque o recheio dentro da massa e cubra com canela. Abra a outra metade da massa e forre a parte de cima da torta. cubra com açucar cristal e leve ao forno até que esteja dourada.
Para a calda
Corte o chocolate em pedaços pequenos. Em uma panela em fogo baixo coloque a água, a manteiga cortada em pedaços e o chocolate. Deixe derreter até obter uma calda grossa. Pode guardar na geladeira e usar com qualquer doce.


sábado, 6 de novembro de 2010

BOEUF BOURGIGNON




O nome é dificil, complicado, pomposo mas não passa mesmo de um picadinho de carne. Um dos melhores picadinhos que eu conheço, mas é picadinho. Vamos dizer assim que é um picadinho metido a besta, chique! O bom desse prato é que mesmo com essa pompa toda ele é barato e gostoso, muito saboroso e feito com carne de segunda. Eu adoro! Sabe aqueles dias que você esta com vontade de comer comidinha caseira, arroz, feijão, farofa e uma carninha?! Então, esse é o prato perfeito para esses dias. Confort food.
Não conheço quem prove e não goste. A receita original é feita de patinho mas eu sempre uso chã de dentro. Essa receita é bem antiga e eu copiei da minha mãe.

Ingredientes
1 kg de patinho cortado em cubinhos
2 cebolas picadas
100 gr de toucinho cortado em cubinhos
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1/2 litro de vinho tinto
1 colher de sopa de azeite
2 tabletes de caldo de carne dissolvidos em 1/2 litro de água
2 dentes de alho
2 folhas de louro
sal e pimenta do reino a gosto
folhas de tomilho

Preparo
Em uma panela coloque o azeite para esquentar e frite os pedaços de toucinho. Quando estiverem dourados coloque a carne para tomar cor. Quando a carne estiver dourada, retire-a e coloque as cebolas e o alho. Quando a cebola estiver dourada retorne a carne e polvilhe tudo com a farinha de trigo. Mexa. Adicione o vinho e o caldo de carne. Mexa bem. Coloque os temperos restantes, louro, tomilho e pimenta. Acerte o sal. Deixe em fogo bem baixo por, pelo menos, 2 horas.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SCONES DE QUEIJO PARMESÃO




Quem tem filhos sabe que aja criatividade para inventar e modificar os lanches de todo o dia. Aqui em casa ninguém gosta de jantar - a não ser nos dias frios de inverno que tomamos sopa - tirando essas raras excessões, os outros 360 dias do ano - porque no Rio de Janeiro o inverno dura apenas poucos e escassos dias - lanchamos!
É sempre aquele dilema do que fazer para não ser repetitivo. Comecei a fazer scones a uns 3 anos atrás quando achei as primeiras receitas em alguns sites americanos que visito com certa frequência. De cara me apaixonei pela textura desse - não sei definir exatamente se é biscoito ou bolinho - acho que são os dois juntos. Mas que com uma manteiguinha ficam maravilhosos!! São facílimos de se fazer, super rápido, não dão trabalho algum e não levam quase nada. Melhor que isso impossivel. Essa receita aqui dá uma quantidade bem pequena, ideal para três pessoas mas você pode dobrar a receita se quiser que sai certo também. Vou passar a receita básica mas você pode misturar nessa massa ingredientes que saborizem o scone. Esse da foto acima eu coloquei queijo parmesão ralado. Pode colocar orégano, pimenta calabresa, bacon, ervas finas ou qualquer outra coisa que seja do seu prazer. Invente, tente. O ideal é come-los logo que saem do forno. Tambem podem ser devorados com geléia - pra quem gosta. Bom essa receita é antiga e não me lembro mais de onde retirei - Sorry.

Ingredientes
2 1/2 xícaras de farinha de trigo
2 1/2 colheres de chá de fermento em pó para bolos
1/2 colher de chá de sal
1 colher de sopa de açucar (opcional)
1/2 xícara de manteiga sem sal gelada cortada em pedaços (113 gr)
3/4 xícara de leite (180 ml)
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
1 gema para pincelar

Preparo
Pré-aqueça o forno a 205 graus. Forre um tabuleiro com papel manteiga. Em uma vasilha coloque a farinha peneirada, o fermento, o sal e o açucar. Misture bem. Adicione o queijo ralado e misture novamente. Coloque os pedaços de manteiga e misture com as pontas dos dedos ou com o auxilio de duas facas. É importante que a manteiga não amoleça pois será ela que dará a textura quase folhada dos scones. Adicione o leite e misture novamente. Coloque a massa em uma superfície enfarinhada, abra com cuidado e corte pequenos circulos com, mais ou menos, 1cm de altura. Coloque os circulos de massa sobre o papel manteiga do tabuleiro, pincele com a gema e leve ao forno por 20 minutos ou até que cresçam e fiquem dourados. Sirva quentinho com manteiga ou geléia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

PERU - LIMA


Na minha adolescência uma boa parte dos meus amigos visitou Machu Picchu e esse lugar sempre ficou na lista dos lugares que eu tinha vontade de conhecer. Esse ano, muito depois da minha adolescência, surgiu a oportunidade. Programação de viagem, quais lugares a visitar, qual o roteiro fazer ? Enfim, mil perguntas e decidimos apenas ir a Lima, Cusco e Macchu Picchu. Primeira parada Lima.
Devo confessar que a primeira impressão chegando a Lima - que nem sempre é a que fica - foi péssima!! Da janela do avião olhando a cidade lá em baixo, parecia, desculpe, mas que iamos pousar no meio de uma favela. O lugar é muito pobre, a região onde fica o aeroporto é muito humilde. Saímos de taxi do aeroporto e eu me perguntava "o que eu vou fazer aqui nesse lugar por 3 dias??!!!" O taxi é um capitulo a parte em qualquer historia para o Peru. Primeiro já haviam me alertado que não deveria pegar qualquer taxi pois são perigosos. Os taxis não possuem nenhuma idenficação e muito menos taxímetro, ou seja, é sorte mesmo e muita negociação para se chegar onde deseja.


Minha mãe havia me dito para pegar somente os carros com identificação da prefeitura. Além disso tudo, em Miraflores que é um lugar basicamente de turistas, eles ficam andando atrás de você, buzinando, por todo lado. É um saco! Dentro do aeroporto consultando a vários guichês recebemos os preços mais variados possíveis. Fomos para o lado de fora e nenhum carro com identificação !!! Voltamos e seguimos a negociação. No final fechamos a corrida do aerporto até o hotel, que fica na cidade de Miraflores, por quarenta soles. O hotel havia nos cobrado 25 dolares. O real estava 1,45 soles. O taxista ficou nosso amigo e fizemos todas as corridas com ele. Passo aqui o telefone dele pois é pessoa de confiança, preço justo. José Chavesta Nextel (51 1) 831* 5775 ou celular (51 1) 99831-5775. Bom, José pegou a orla em direção a Miraflores e a paisagem começa a se modificar mas mesmo assim ainda estava com uma impressão ruim. A vegetação não era muito verde, o céu cinza e a areia da praia preta. Estranhei as enormes falécias que são super proximas do mar, na verdade entre o mar e as falécias existe apenas a avenida que liga uma ponta a outra do litoral. Da orla da cidade de Lima, Miraflores e Barranco. A chamada rota verde.


Infelizmente não tirei muitas fotos de Miraflores pois em dois, dos três dias que fiquei na cidade, eu acabei esquecendo a máquina no hotel. A maioria das fotos que tenho são do litoral e quase todas estão escuras porque, como disse, o céu estava cinzento durante todo o dia - mas não choveu!

Depois de uns 20 minutos, subimos e chegamos a Miraflores. Nada me impressionou. O Hotel que escolhemos pela internet - é um risco escolher hotel pela internet, as fotos são sempre antigas (e por isso o hotel esta novo) e muitas vezes a gente se decepciona quando chega, mas por sorte o nosso era ótimo. O quarto não muito grande mas com uma cama maravilhosa, tudo novo, banheiro bom - isso é que importa. (www.mariel.com.pe) A localização muito boa. Aconselho quem for para Miraflores ficar em um hotel perto da Praça Kennedy, é lá que tudo acontece, ou melhor, é de lá que tudo sai. Chegamos na hora do almoço e a fome era de matar. Fomos informados que o maior shopping, e mais conhecido, de Miraflores é o Larcomar que fica de frente para o oceano no alto da falécia. Fomos a pé - é uma boa caminhada - uns 15 quarteirões da praça Kennedy até a av. Malecon onde fica o shopping. Vale a pena porque vai conhecendo o lugar e os quarteirões não são grandes.


O shopping, que é considerado o maior, é bem modesto comparado aos nossos shoppings, mas muito simpático, a vista é tudo. Ele fica literalmente na ponta da falécia de frente para todo o oceano pacifico que se extende abaixo. É realmente muito, muito bonito. Foi a partir dai que tudo, na minha impressão sobre Lima, começou a mudar. Os jardins em Miraflores são todos lindos e muito bem tratados, existem flores e cores por todos os lados - tudo bem limpo e não condiz com a cidade que eu avistei logo assim que desci do avião. Uma pena não ter fotos para mostrar! Na verdade Miraflores é um lugar a parte dentro de Lima. Recebi uma explicação de um morador local que foi a seguinte: Miraflores não é um bairro de Lima, é uma cidade dentro de Lima. Existe Lima estado e Lima cidade então Miraflores é uma cidade dentro do estado de Lima. Quando descemos de avião, descemos na cidade de Lima (Ufa!) Miraflores possui seu governo próprio, prefeitura, etc... inclusive o prédio da prefeitura de é muito lindo e fica na Praça Kennedy - vale a pena visitar. Ao lado fica a Catedral Principal da cidade que é da mesma forma muito bonita. A praça kennedy embora no centro da cidade é cheio de jardins floridos e uma coisa me espantou bastante é que não existem mendigos pelas praças ou pelas ruas apesar de toda a pobreza que rodeia o lugar. Policiamento nota 10. Em quase todas as esquinas de Miraflores existem policiais, você se sente seguro na cidade para andar a qualquer hora. Muito legal . Voltando ao Shopping existem vários restaurantes, todos de frente para o mar, onde você pode almoçar. Nos comemos no Vista Al Mar. Pedimos um prato de degustação de ceviches que estava maravilhoso, experimentamos 3 cervejas locais e apreciamos a vista linda do final de tarde.



Uma coisa curiosa, não chove em Lima a mais de 10 anos e por isso existem, na parte mais pobre da cidade, várias casas sem telhado. O povo não usa telhado pois não chove! Passamos 3 dias em Lima e em todos eles o céu estava completamente nublado, a sensação é que vai chover mas não cai uma gota d'água. Nos dias seguintes fizemos várias caminhadas pela cidade. Fizemos um passeio muito bacana, a pé, que foi caminhar pela orla de Miraflores até o final de Barranco. Os prédios são muito bonitos e os apartamentos enormes, as praças muito bonitas e floridas. Na volta entramos por dentro de Miraflores e tivemos gratas surpresas, além dessas ruas simpáticas encontramos vários restaurantes - a cidade é repleta deles - cada um mais charmoso que o outro, e derrepente, sem nenhuma programação caimos de frente ao Le Cordon Bleu - foi muito bacana, entramos no prédio, pedimos informações, olhamos tudo, pegamos vários panfletos.


No prédio em baixo tem um restaurante do próprio Cordon Bleu que serve um menu degustação com 3 pratos: uma entrada, um prato principal e sobremesa, $80 soles e você pode escolher cada um desses pratos entre uma relação de opções que eles oferecem - tudo feito pelos alunos do lugar, mas você tem que fazer reserva. Vale a visita! Nessa mesma rua, Av. Vasco Nuñez de Balboa, alguns quarterões a frente, fica uma confeitaria, Pastelaria Santo Antonio, que vale uma visita para os amantes da boa comida. Ela é muito bonita, um espaço enorme e as vitrines com doces e salgados são uma tentação. A pastelaria, os restaurantes são assim meio estilo europeu bem diferente dos daqui do Brasil.


Resumindo: Miraflores é linda e não se deixe impressionar pela primeira visão de Lima, faça uma caminhada pela orla e por dentro da parte residencial de Miraflores pois as praças são muito bem cuidadas e floridas, é um passeio que não deve ser deixado de lado. Vá a todos os restaurantes possíveis pois em sua grande maioria são ótimos, come-se muito bem. Aconselho mais dois aqui: o Mango que fica no shopping Lacomar e serve um buffet com uma variedade grande de pratos locais e sobremesas e um preço muito bom - além da vista maravilhosa. Procure uma mesa na sacada suspensa que fica na ponta da falécia. O outro restaurante, que eu não anotei o nome, super charmoso, fica na segunda esquina de quem sobe pela orla a Av. Vasco Balboa, a do Le Cordon Bleu. Tem vários restaurantes nessa rua, esse é uma casa pequena de esquina, parece um café, é todo envidraçado. As massas são incriveis. Não deixe de experimentar os vários tipos de ceviche que o lugar oferece, principalmente aqueles feitos de frutos do mar que não possuimos aqui no Brasil: almejôas, caramujos do mar, siri preto, etc... Se você gosta, faça uma visita ao Cordon Bleu e ao restaurante dos alunos - ele é o único da America Latina! Da praça Kennedy sai, todo dia, um ônibus, estilo londrino de dois andares, que faz vários tipos de city tour. Se você tem pouco tempo na cidade talvez valha a pena apostar em um deles. Boa sorte e boa viagem.

sábado, 30 de outubro de 2010

RAVIOLLI DE BETERRABA COM MOLHO DE LARANJA, MOSTARDA E SÁLVIA


A muito tempo atrás achei uma receita de ravioli de beterraba que me deixou intrigada. Não sou muito fã desse legume mas, mesmo assim, resolvi copiar a receita e deixar guardada para testar quando tivesse a oportunidade. Acho que isso foi a mais de um ano atrás. Nesse mesmo site que achei essa receita também tinha uma receita de carpaccio de beterraba com mais ou menos o mesmo estilo do ravioli - na verdade o molho do carpaccio era o mesmo do raviolli. Na época fiz o carpaccio para experiementar e gostei - apesar de não gostar muito de beterraba, acho ela muito doce. Volta e meia eu lembrava da receita mas sempre arrumava uma desculpa para não faze-la exatamente por não ser tão apaixonada assim pela pobre da beterraba. Mas a foto do site era muito convidativa e ficava na minha cabeça dizendo que valia a pena um dia tentar - mesmo sendo beterraba! Enfim!! Hoje testei a receita e foi uma grata surpresa.
Primeiro o visual é lindo, todo aquele roxo forte da beterraba dentro dos travesseirinhos de ravioli! Depois é gostoso!!! É diferente! foge do tradicional e isso é muito legal. Muito boa a receita.
Vou passar aqui a receita mas infelizmente não me lembro mais de onde, de que blog, eu peguei. Costumo visitar vários blogs e quando acho uma receita, para não esquecer onde foi, acabo copiando ela para um arquivo de receitas mas quando leva assim muito tempo esqueço de onde ela partiu. Se alguem reconhecer a receita como sua, por favor, comente aqui que eu faço todos os creditos! e dou os parabens pela idéia.
Tem uma outra receita também de beterraba que devo testar, se possível, ainda essa semana - é que aproveitei e comprei logo umas 3 beterrabas e já cozinhei todas então assim que fizer coloco aqui também. Fiz uma pequena mudança no molho original do raviolli que foi acrescentar um colher de sopa de mostarda, que fez toda a diferença no resultado final do sabor.

Ingredientes
Massa
200 gr de farinha de trigo
2 ovos
Azeite
Recheio
2 beterrabas médias
1 cebola pequena
25 gr de amêndoas
30 gr de queijo parmesão fresco
1 colher de sopa de vinagre
1/4 xícara de folhas de hortelã (eu não coloquei no meu porque não tinha em casa)
Sal e pimenta do reino a gosto
Molho
Suco de 3 laranjas
1 colher de sobremesa de mostarda em grãos (eu coloquei a normal porque em grãos tinha acabado)
Folhas de sálvia
50 gr de manteiga

Modo de Preparo
Em uma panela coloque as beterrabas com casca para cozinhar. Quando estiverem macias, retire do fogo e descasque. Em um processador coloque a beterraba em pedaços, o queijo, as amêndoas, a cebola e o vinagre. Bata tudo até obter uma pasta. Tempere com o sal e a pimenta. Pique as folhas de hortelã bem fininhas e junte a essa pasta. Reserve. Coloque o suco da laranja em uma panela pequena e deixe reduzir um pouco. Acrescente a manteiga e as folhas de salvia. Reserve. Prepare a massa dos raviolis, abra e corte os circulos para rechear. Veja aqui a receita. Recheie cada circulo com uma porção da pasta de beterraba e feche os raviolis. Em uma panela com água fervente e sal, cozinhe os raviolis por cerca de 5 minutos. Escorra. Aqueça o molho e misture a mostarda. Sirva os ravioli cobertos pelo molho de laranja com folhas de sálvia. Cubra com raspas de laranja e queijo parmesão ralado.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SALADA DE ARROZ RARÍS


SALADA DE ARROZ RARÍS DA PRIMA BEBEL

Essa é a salada de arroz Rarís cedida gentilmente pela prima da minha mãe, a Bebel, que fazia essa receita no restaurante que ela tinha no Leblom - O Mascate. Infelizmente o restaurante já fechou mas a salada era o maior sucesso por lá e ela deixou a receita aqui no nosso blog em um de seus comentários. Super legal! Devo dizer que a salada também fez o maior sucesso aqui em casa, já fiz várias vezes e não me canso. É fácil, rápida e muito gostosa, sem contar que é com arroz integral e deve fazer bem também - não sei quantas calorias tem mas tem cara de coisa light :)
A mostarda no molho faz toda a diferença no sabor final da salada e é o toque especial deste prato. Você pode comer ela quentinha ou fria, aqui em casa preferimos quente.
Bebel tem um blog, que repasso aqui o endereço para vocês conhecerem.
Fiz duas pequenas modificações na receita original que Bebel passou. A primeira foi refogar o arroz em um copo de vinho branco e a segunda foi cozinha-lo em caldo de legumes ao invés de ser somente na água. Deu um saborzinho a mais.
Bebel super obrigada pela receita!

Ingredientes
1 copo de arroz rarís 7 cereais
1 cebola média picada
1 dente de alho picado
1 copo de vinho branco
1/2 talo de alho poro em fatia finas
2 tomates frescos em cubinho sem sementes
Azeitonas verdes picadas sem caroços
Queijo de minas em cubinhos
1 litro de caldo de legumes
Azeite
Mostarda
Salsinha picada para enfeitar

Preparo
Em uma panela aqueça um fio de azeite e refogue a cebola, o alho e o alho poro. Adicione o arroz e refogue por alguns minutos mexendo sempre. Coloque o copo de vinho branco e deixe reduzir. Vá adicionando o caldo de legumes até que o arroz esteja totalmente cozido e macio. Retire do fogo e passe para uma travessa. Adicione os tomates, as azeitonas e o queijo. Em um pote a parte faça o molho. Coloque uma porção de azeite com mostarda e misture bem. A quantidade vai depender do gosto de cada um. Misture esse molho na salada. Acerte o sal se for necessário, enfeite com a salsinha picada e sirva.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

POT PIE DE LINGÜIÇA CALABRESA COM REDUÇÃO DE WEISS


POT PIE DE LINGUIÇA CALABRESA
Outro dia desses estava navegando na internet nos meus sites preferidos de receitas e dicas culinárias quando dei de cara com uma receita que me deixou curiosa - POT PIE - acho que é original da Inglaterra. Na verdade vi dois sites neste mesmo dia com receitas de Pot Pie, um de cebola e o outro é esse aqui que eu resolvi fazer pois me pareceu mais gostoso - não que eu não gosto de cebola, muito pelo contrário mas preferi esse aqui. Bom a receita eu peguei do site cozinha pequena e como ele mesmo descreve é bem prática e gostosa. Me surpreendi, deu um ótimo lanche e gostei bastante da idéia da redução de cerveja Weiss, aliás foi esse item que me chamou atenção na receita e foi basicamente por causa dele que resolvi experimenta-la. Ai vai a receita:

Ingredientes
2 linguiças calabresas de boa qualidade
Folhas de tomilho e Alecrim
2 batatas
1 garrafa de cerveja Weiss (comprei Bohemia)
1 cebola (Não esta na receita original mas eu acrescentei pq gosto muito e ficou ótimo)
Requeijão cremoso de sua marca preferida
1 pacote de massa folhada (uso a que já vem aberta)
1/2 xícara de leite
1 gema para pincelar

Preparo
Na receita original manda colocar uma camada fina de batata crua no fundo do ramequim, como eu achei que a batata, mesmo fina, não ficaria cozida o suficiente então cozinhei a minha com casca em um panela com água e sal ate ficar macia, mas não muito macia pois ainda vão ao forno junto com a linguiça e os demais ingredientes. Retire as batatas do fogo, escorra e retire as cascas. Corte em fatias bem finas. Reserve. Fatie as linguiças o mais fino possível e doure-as em uma frigideira com um fio de azeite. Quando estiverem douradas acrescente as cebolas cortadas em lâminas finas, as folhas de tomilho e alecrim e deixe refogar por mais alguns minutos. Acrescente a garrafa de cerveja weiss, abaixe o fogo e deixe reduzir até quase tudo, deixando apenas um molho grosso e cremoso. Retire do fogo.
Em um ramequim, ou qualquer outro recipiente que possa ir ao forno, forre o fundo com uma camada de fatias de batata. Uma camada pequena para fazer a base. Coloque algumas colheres de leite para manter a umidade quando for ao forno, coloque uma generosa colherada de requeijão sobre toda a batata. (Isso depois de pronto é muito bom) Coloque uma camada de linguiça com cebola e o molho até quase o topo do ramequim. Corte a massa folhada em um circulo que dê para cobrir toda a superficie do ramequim e ainda sobre uns 2 cm. Corte um pouco de massa folhada em pequenas tiras de cerca de 2 cm. Use essas tiras colocando-as em volta da borda do ramequim - elas servirão de cola entre a folha de massa maior e o pote. Coloque o circulo que você cortou anteriormente por cima de tudo. Aperte as bordas e faça furinhos em cima da massa para o ar do cozimento sair e a massa não quebrar. Pincele com um pouquinho de gema batida e leve ao forno pré-aquecido, à 180 C. por mais ou menos 30 minutos ou até que fique dourada por cima. Delícia!
Parafraseando o site Cozinha Pequena "A batata que ficou como base estará bem macia e o molho de cerveja weiss se juntará ao requeijão. Dá pra imaginar como isso é bom?!!

domingo, 24 de outubro de 2010

TORNEDOR DE CARNE DESFIADA COM TORTILLA DE BATATA

Tornedor de carne desfiada com tortilla de batata

Ingredientes
1 Kg de contra filé
4 dentes de alho
Pimenta do reino
Sal
Azeite
750 ml de vinho tinto
1 maço de sálvia
Ramos de tomilho
Canela, aniz estrelado, cardamomo, cravo
2 folhas de louro
½ cebola
1 colher de café de açúcar
50 g de manteiga

Preparo
Pegue o contra filé e retire toda a gordura, tempere com a pimenta, sal, três dentes de alho picados e um fio de azeite. Deixe descansar por 30 min. Pegue uma assadeira passe um fio de azeite no fundo, coloque a carne. Cubra com o vinho, um dente de alho, uma pitada de sal e os demais temperos (menos a manteiga e o açúcar). Cubra com papel de alumínio e leve ao forno até que a carne fique bem macia (cerca de 40 min.). Retire a carne, coe o líquido e reserve. Desfie toda a carne e acrescente um pouco do líquido de cozimento para umedecer. Pegue um pedaço de papel de alumínio passe azeite e sobre ele um aro, preencha este aro com a carne desfiada pressionando bem, depois desinforme e embrulhe. Repita esta operação até acabar com a carne desfiada. Antes de servir leve estes pacotinhos ao forno pré-aquecido por 20 minutos para aquecer e formar uma pequena crosta envolta.
Para o molho pegue o líquido reservado e coloque em uma panela. Deixe reduzir pela metade, depois coloque o açúcar e a manteiga mexendo bem para incorporar e dar textura ao molho. Sirva sobre uma tortilha de batata.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ITÁLIA - FIRENZE




Continuando, e finalizando, nossa viagem a Itália - esse é nosso último post desse país maravilhoso - vamos falar de Firenze.




Como a grande maioria já deve saber, Florença é o berço e o coração da Renascença. Não precisa nem comentar que é uma cidade linda - é chover no molhado - tudo é lindo na Itália! Cheia de praças, palácios, cafés centenários enfim, um lugar para se conhecer, babar e, acima de tudo, admirar!



Um lugar que não pode ser esquecido é o Palácio dos Medicis, Palacio Pitti, que hoje tem em suas salas museus famosos.


A Ponte Vecchio, construida em 1345 é a mais antiga do rio Arno. É pequena, mas muito bonita. Antigamente suas lojas, ela possui lojas em toda sua extensão, eram dos açougueiros mas a família Medici, incomodada com o cheiro, trocou as carnes pelas jóias.


Acabou com os açougues e no lugar colocou as lojas com ourives, que até hoje existem. Vale a pena uma visita ao local apesar da multidão de turistas. A praça central da cidade tem um prédio todo de pedras onde se reuniam os altos escalões do rei. Nessa praça tem uma cópia do Davi de Miguelangelo. Cópia porque todas as esculturas foram trocadas por cópias para proteção e conservação. Interessante.


A Cadetral de Santa Maria Del Fiore (Duomo) é muito bonita.

De 1296 o Duomo é bem rica por fora, a porta do Batistério, cohecidas como as portas do Paraiso, é toda de bronze. É uma obra de arte . Por dentro o Duomo apesar das obras de arte é de uma simplicidade sem muitas estatuas.


Uma visita que é imperdível em Florença é a farmácia de 1612 - Officina Profumo - Farmaceutica Santa Maria Novella Srl - que pertencia a uma irmandade e que hoje continua a ser farmácia sem quase ter mudado sua aparência.



Seu interior possui moveis, vidros de remédio, balanças e outros artigos usados na época das irmãs.



Outro bom lugar para se ir é Fiesole, é uma comuna italiana da região da Toscana, província de Florença que faz fronteira com Bagno a Ripoli, Borgo San Lorenzo, Florença, Pontassieve, Sesto Fiorentino, Vaglia. De acordo com a wikipédia italiana é o ponto de origem de uma das maiores famílias do mundo lusófono, a Cavalcanti.


Esta fora dos limites da cidade antiga, nas colinas. Fiesole foi à primeira cidade do local, mas depois Firenze a dominou. O lugar é uma gracinha em uma pequena colina com uma pracinha muito simpática. Nesta praça tem vários restaurantes e uma fortaleza.


Almoçamos nos jardins de um restaurante com uma vista linda da cidade de Florença.



Comemos muito bem: presunto cru com flan de parmesão, terrine de fígado de galinha com alho poro bem fininho por cima e molho reduzido de vinho.



Depois risoto de lagostim com aipo - maravilhoso - ravióli de galinha e tagliatelle com polpetine e queijo pecorino.



Tomamos um vinho branco do Piemonte e um chianti bons.

Um detalhe que aprendemos no restaurante é que o pão da Toscana não leva sal, pois é para ser comido com queijo, presunto e embutidos mais salgados.


Por isso nos restaurantes ele vem sempre puro, sem mais nada, para ser comido com a refeição.



Esses são os muros que cercam a antiga cidade.