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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ITÁLIA - FIRENZE




Continuando, e finalizando, nossa viagem a Itália - esse é nosso último post desse país maravilhoso - vamos falar de Firenze.




Como a grande maioria já deve saber, Florença é o berço e o coração da Renascença. Não precisa nem comentar que é uma cidade linda - é chover no molhado - tudo é lindo na Itália! Cheia de praças, palácios, cafés centenários enfim, um lugar para se conhecer, babar e, acima de tudo, admirar!



Um lugar que não pode ser esquecido é o Palácio dos Medicis, Palacio Pitti, que hoje tem em suas salas museus famosos.


A Ponte Vecchio, construida em 1345 é a mais antiga do rio Arno. É pequena, mas muito bonita. Antigamente suas lojas, ela possui lojas em toda sua extensão, eram dos açougueiros mas a família Medici, incomodada com o cheiro, trocou as carnes pelas jóias.


Acabou com os açougues e no lugar colocou as lojas com ourives, que até hoje existem. Vale a pena uma visita ao local apesar da multidão de turistas. A praça central da cidade tem um prédio todo de pedras onde se reuniam os altos escalões do rei. Nessa praça tem uma cópia do Davi de Miguelangelo. Cópia porque todas as esculturas foram trocadas por cópias para proteção e conservação. Interessante.


A Cadetral de Santa Maria Del Fiore (Duomo) é muito bonita.

De 1296 o Duomo é bem rica por fora, a porta do Batistério, cohecidas como as portas do Paraiso, é toda de bronze. É uma obra de arte . Por dentro o Duomo apesar das obras de arte é de uma simplicidade sem muitas estatuas.


Uma visita que é imperdível em Florença é a farmácia de 1612 - Officina Profumo - Farmaceutica Santa Maria Novella Srl - que pertencia a uma irmandade e que hoje continua a ser farmácia sem quase ter mudado sua aparência.



Seu interior possui moveis, vidros de remédio, balanças e outros artigos usados na época das irmãs.



Outro bom lugar para se ir é Fiesole, é uma comuna italiana da região da Toscana, província de Florença que faz fronteira com Bagno a Ripoli, Borgo San Lorenzo, Florença, Pontassieve, Sesto Fiorentino, Vaglia. De acordo com a wikipédia italiana é o ponto de origem de uma das maiores famílias do mundo lusófono, a Cavalcanti.


Esta fora dos limites da cidade antiga, nas colinas. Fiesole foi à primeira cidade do local, mas depois Firenze a dominou. O lugar é uma gracinha em uma pequena colina com uma pracinha muito simpática. Nesta praça tem vários restaurantes e uma fortaleza.


Almoçamos nos jardins de um restaurante com uma vista linda da cidade de Florença.



Comemos muito bem: presunto cru com flan de parmesão, terrine de fígado de galinha com alho poro bem fininho por cima e molho reduzido de vinho.



Depois risoto de lagostim com aipo - maravilhoso - ravióli de galinha e tagliatelle com polpetine e queijo pecorino.



Tomamos um vinho branco do Piemonte e um chianti bons.

Um detalhe que aprendemos no restaurante é que o pão da Toscana não leva sal, pois é para ser comido com queijo, presunto e embutidos mais salgados.


Por isso nos restaurantes ele vem sempre puro, sem mais nada, para ser comido com a refeição.



Esses são os muros que cercam a antiga cidade.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ITÁLIA - PARMA


Continuando nossa viagem pela Itália, saimos de Veneza rumo a Parma. São 2 horas de uma agradável viagem. Quem não gosta de viajar pela Itália?!! Em Parma fomos visitar uma fazenda onde se faz o Aceto Balsamico (vinagre).



Nesta fazenda o aceto leva de 5 a 30 anos em barricas de madeira para depois ser comercializado.
Já contei sobre a história da fabricacão do Aceto aqui nesse blog. Nessa fazenda eles possuem 3 tipos de aceto: o rotulo vermelho, que é o mais simples e mais barato (??), custa 45 euros, e tem, quando saboreado, um sabor de mel no final. Experimentamos com uma tortinha de espinafre. O outro aceto fabricado no local, rótulo prata, custa 70 euros (!!!). Esse foi degustado com queijos e frios. O terceiro é o rotulo ouro, incríveis e inacreditáveis 99 euros a garrafinha, e vale cada euro que se paga. Provamos com sorvete de baunilha e é divino.



Muita gente pode achar estranho comer Aceto Balsamico com sorvete, principalmente quando temos em mente, e no paladar, o sabor dos acetos balsamicos que estamos acostumados a encontrar em nossos supermercados mas esses aqui, por não possuirem nenhuma acidez, são quase que adocicados e harmonizam com perfeição com qualquer sobremesa.


O fato de serem servidos com sorvete de baunilha é para que possa ser realçado o ser sabor incomparavel. A garrafa do Aceto mais caro é a de 100 ml, que vem com um conta gotas para ser servido somente de 3 a 4 gotas.
Nenhum desses Acetos possui acidez e os que tomamos aqui no Brasil não chegam nem perto dos de lá. Todos os pratos que degustamos junto aos acetos foram acompanhados pelo vinho lambrusco produzido na propriedade (Médici). Muito bom.



Saimos desta degustação de aceto balsâmico e fomos para um dos lugares onde se fazem o presunto de Parma.


Lá conhecemos todo o processo de fabricação do presunto, que é demorado e trabalhoso, mas o resultado final, como a grande maioria já conhece, é um presunto único e muito, muito gostoso.


À noite jantamos no hotel e foi uma surpresa agradável, pois a comida estava deliciosa.


Comemos presunto de Parma (lógico) - existe uma carta de presunto onde você escolhe por produtor e tempo de maturação - um mil folhas de legumes, muito bom com berinjela, abobrinha e tomate e depois um risoto parmegiano com ossobuco . Tomamos vinho da Licurgia e de Parma, todos maravilhosos.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ITÁLIA - VENEZA




Minha última postagem sobre a Itália foi sobre a vinícola Villa Sandi, no caminho para Veneza, então, continuando saímos logo depois do almoço da Vinícola Sandi rumo a Veneza, que fica na região do Vêneto, província de Veneza no nordeste de Itália. Que é conhecida pela sua história, canais, museus e monumentos. Quem nunca ouviu falar de Veneza?! Quem ainda não pela TV ou cinema seus canais?! Não sei se vale a pena falar muito sobre a historia de Veneza e os dados da cidade mas ela se estende-se por uma área de 412 km2, incluindo as ilhas de Murano, Burano e outras na lagoa de Veneza.



Chegamos às 3h da tarde e pegamos um barco-taxi super charmoso, de madeira envernizada e navegamos pelo Gran Canal. Fomos para um hotel perto da Praça São Marcos (Best Western Hotel Ala- San Marco, 2494- Campo S.M. del Giglio - 30124 Venezia(VE), Italia).

O hotel é como tudo em Veneza bem antigo (século XII) e os quartos tem uma vista linda.




A noite nós fomos jantar e nos perdemos, (Veneza é como um labirinto, facílimo se perder!) e sofremos para achar o restaurante (Baccaro Jazz) onde o teto e o bar é todo com soutiens pendurados de vários tipos e tamanhos. Vale uma visita.
Comemos pasta com vôngole - prato tradicional de Veneza. A comida não é muito gostosa mas vale pela decoração diferente.
No dia seguinte fomos dar uma volta e conhecer a praça de São Marcos e a catedral.



A Praça de São Marcos (em italiano: Piazza San Marco) é a única praça de Veneza, e o seu principal destino turístico, com muitos turistas e pombos! Acho que não há época em Veneza que esta praça não esteja lotada de gente - e de pombos!
Dizem que foi de Napoleão Bonaparte a autoria do epíteto de le plus élégant salon d'Europe (o salão mais belo da Europa). A piazza foi iniciada no século IX como área pequena frente à Basílica de São Marcos original. Foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1177, quando o Rio Batario, que a limitava a oeste, e um porto que tinha isolado o Palácio Ducal da praça, se inundaram. A reestruturação foi realizada para o encontro do Papa Alexandre III com o Imperador Frederico Barba-Roxa, Não se pode deixar de tomar um drink ou mesmo tomar um sorveste em um dos bares dá Praça São Marcos - é imperdível!
Vá ao Florian que é um dos mais antigos e tome um Belline (pêssego com pêssego com prosecco) Uma das bebidas mais famosas da cidade.




A Basílica de São Marcos (Basilica di San Marco) é a mais famosa das igrejas de Veneza e um dos melhores exemplos da arquitetura bizantina e fica localizada na Praça de São Marcos ao lado do Palácio dos Doges. A igreja apresenta uma planta em cruz grega, baseada nos exemplos de Hagia Sophia e da Basílica dos Apóstolos, ambas em Constantinopla. Possui um coro elevado acima de uma cripta. A planta do interior consiste em três naves longitudinais e três transversais.



Um baldaquino cobre o altar principal, com colunas decoradas com relevos do século XI. O retábulo é a famosa Pala d´Oro - um trabalho em metal bizantino de 1105. Atrás do altar principal há um segundo altar com colunas de alabastro. Os cercados do coro, acima dos quais há três relevos de Sansovino, apresentam obra de marchetaria de Fra Sebastiano Schiavone.


Os dois púlpitos de mármore da nave são decorados com estatuetas dos irmãos Massegne (1394). A basílica foi consagrada em 1094, no mesmo ano em que o corpo de São Marcos foi supostamente reencontrado num pilar pelo Doge Vitale Falier.



A cripta passou então a abrigar as relíquias até 1811. O edifício também possui uma torre baixa, que alguns pensam ter integrado o Palácio dos Doges original. De lá nós fomos passeando até a Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa sobre o Grande Canal, na cidade italiana de Veneza.



Ela foi formalmente a única ligação permanente entre os dois lados do Grande Canal, até abrirem as restantes travessias, lá existe várias lojinhas de lembranças, com vidros de Murano.

Depois fomos ao Palácio Ducal (Palazzo Ducale), também conhecido como Palácio do Doge, é um símbolo da cidade de Veneza e uma obra-prima do gótico veneziano. Surge na área monumental da Piazza San Marco entre a Piazzetta e o Molo.


O palácio atual foi construído entre 1309 e 1424. Antiga sede do Doge de Veneza e da magistratura veneziana, é hoje sede do Museo Civico di Palazzo Ducale.













terça-feira, 14 de setembro de 2010

ITÁLIA - VINÍCOLA VILLA SANDI


Depois de uns dias sem falar sobre nossas viagens, hoje estou postando a visita a Vinícola Villa Sandi, ainda na Itália, uma das vinícolas mais bonitas e interessantes que conhecemos. Quando estavamos a caminho de Veneza passamos por ela para uma degustação de seus vinhos.



A propriedade é enorme e é composta por várias construções, uma área para recepção, outra com salões para receber visitantes e uma maravilhosa casa, que é conhecida como a Villa Sandi, que fica no centro da propriedade e é uma villa palaciana do século XVII que foi reformada e hoje abriga a sede da vinícola.



A estrutura da casa é de colunas neoclássicas e no seu interior é toda decorada com mobiliário antigo, tapetes exuberantes, lustres elegantes e peças clássicas de escultura italiana e da arte.


(construção que abriga a recepção da vinícola e vende produtos do local)

Toda a construção é rodeada por uma paisagem verdejante linda.



Abaixo desta opulenta villa, correm vários quilômetros de túneis subterrâneos que durante a I Guerra Mundial foram utilizados pelo exército Italiano como esconderijo e ligação com a cidade vizinha.


Atualmente esses túneis são o local de descanso de um milhão de garrafas de vinho. É incrível, você tem que conhecer!



Fizemos uma degustação bem interessante nesta vinícola de um vinho tinto, o Córpore. Este vinho é o topo de gama da vinícola, é um corte de 50% de Merlot e 50 % de carbenet Franc, de cor rubi intensa, complexo, com aromas de especiarias e geléia de framboesa e amora. Taninos redondos e finos. Produzido na região dos Treviso-veneto.



Também degustamos dois espumantes; o Prosecco Il Fresco, que é um espumante BRUT, com notas florais da região de Trevigiana I.G.T. e o Prosecco de Valdobbiadene DOC extra dry, classificado como um dos melhores do mundo. Possui uma cor cristalina, com um perlágio muito persistente. Espuma fina e duradoura com sabor elegante. Aromas de maça verde, pêssego e frutas exóticas.



Após a degustação fomos almoçar no restaurante da vinícola que fica nas colinas circundantes. Trevisan Villa Sandi é o lar de ambos os Estate Villa Sandi em Prosecco di Valdobbiadene, onde 10 hectares de vinha é cultivada.


No almoço foi servido uma entrada de frios feitos no local acompanhada de legumes no vinagre. Depois uma massa com cogumelos e por último uma polenta com berinjelas - delicioso.



De sobremesa foi servida uma sopa de frutas com sorvete. Todos os pratos foram acompanhados com os vinhos da vinícola e no final foi servido uma Grappa.
Villa Sandi - anote esse nome pois vale uma visita!